no embate de dois gigantes
a luz abana
os braços para chamar

é Tempestade!

cortando ao meio
a branqueza turva dos monstros
do céu, chorando

fincando fundo
as lâminas finas
no lombo dos animais

lavando as trilhas, dispersando
o pó, ventando
o fogo agonizante
nas paixões, entrelaçando

fecundante e feminina
ventre e chifres

Eparrê! dona bonita
couraça forte

Eparrê! guerreira mãe
dessas medicinas

senhora do leme e das velas
cuidadora

Eparrê! mulher búfalo
do ar dançante

senhora da tarde, escudeira
guia das almas

santa verdadeira e bárbara
dos raios cicatrizantes

Eparrê Oyá!
Eparrê Iansã! 




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