30 anos depois de ter estado naquela barriga, cá estou eu, não tão sã quanto salva e mesmo assim, nem tão salva, ainda. 30 anos depois, puramente agradecida, desligo o telefone com o dissabor da falta de conexão, do cordão que se perdeu, de falar em outra língua com quem me ouviu falar pela primeira vez. 30 anos e serão precisos mais 30 para eu começar a entender o que foi que aconteceu. 




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