Parabela


é pouco, mas neste enquanto
acontecem nas lembranças
os encontros com minha bela

numa risada eu me lembro
dos passeios divertidos
do carinho, dos encantos
e das tardes tagarelas

pensando nela relembro
de todas as coisas mais lindas
da nossa aquarela das as cores infindas
dos livros, dos contos
de fadas bem vindas às nossas janelas

de memórias tão brilhantes
faz-se a nossa parabela
e este incrível folhetim
não traz no final uma lição
como trazem as parábolas
e por uma simples razão:
nossa história não tem fim

é, parabelas são assim!
histórias únicas, escritas à mão
dia-sim, dia-sim
pois há uns dias-saudade
mas nunca um dia-não

e então, para ela, aqui deixo
o meu mais doce beijo
de saudade dolorido
e de amor recolorido
com um abração de tramela

e meu pedido emburrado
de desculpas e envergonhado
pela demora demorada
do cumprimento bem cumprido
da promessa prometida
(bem lá longe da capela)
da amizade consumada
vivida e aproveitada
e rida e brincada e repetida
... pela distância adiada

reprometo e deixo, aqui, dito
me ajeito, encho o peito e grito:

"DIA DESSES EU VOLTO, QUERIDA! "

um dia desses aí
(nem um a mais, nem a menos)
será um dia TODO só meu e dela

em que vamos atar num laço,
num aperto de fivela
e matar com aquele abraço
a nossa saudade velha
e botar em dia as nossas
aventuras paralelas

vai ser o fim do "quem sabe,
se deus quiser, vamo vê"
o papo de gente enrolada
lenga-lenga de novela

podem mesmo acreditar
que isso nem vai demorar
mais que umas rimas singelas
e no dia tal de uma tal semana
será enfim que essa menina Mana
reencontrará sua menina Bela


no entanto, neste enquanto
continua a parabela... 




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