alguém deu de parir uma antibomba, pronta para implodir, no vácuo, a qualquer momento, partindo do seu surgimento. 30 anos já foram e nada. batatassando, batatassando, batatassando e nada. nada. dá pra acreditar numa ampulheta sem areia dentro, que de tempos em tempos, continua sendo virada para lá e para cá? qualquer acerto é sinal de um repuxo no tapete, que desestabiliza, relembra a natureza inacertiva, mas não faz estourar cabeça no chão. qualquer decisão de tornar o desespero em ação é sinal de uma promessa doida qualquer de recomeço, de tapete voador, adiamento de implosão. batatassando eternamente enquanto sopram meu carvão.


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